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Ramiro Batista

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Zema adota estilo Marçal e Gilmar recorre ao inquérito do STF

20 de abril de 2026 por Ramiro Batista Deixe um comentário

Zema flerta com o marçalismo ao atacar Toffoli e Gilmar, enquanto o ministro tenta transformar uma ofensa pessoal em caso de Estado via inquérito das fake news.

Gilmar Mendes extrapolou de novo, mas Romeu Zema está passando dos limites, ao modo Pablo Marçal de fazer política.

É o mínimo que se pode depreender da decisão de hoje do ministro de pedir ao colega Alexandre de Moraes que inclua o candidato presidencial no inquérito das Fakenews, o famigerado do fim de mundo que serve de escudo para tudo contra Suas Excelências.

A campanha do ex-governador mineiro, candidato pelo Novo, publicou um vídeo detrator: um boneco de Dias Toffoli pede por telefone telefone a outro de Gilmar Mendes, que o salve das denúncias de seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, no caso de venda mal explicada de parte da sua família no resort Tayayá.

Depois de consolar o colega aflito — “deixa, que eu anulo” — que quer saber como vai fazer isso, o boneco de Gilmar responde com a voz e o sotaque do personagem original:

— Olha só as palavras mágicas, né: desvio de finalidade e abuso de poder.

Toffoli agradece e se desdobra em elogios.

— Fiquei até emocionado. Gênio, lindo, cheiroso.

Ao que Gilmar aproveita para pedir um convite boca-livre para o resort:

— Perfeito, digníssimo. Me manda só uma cortesia lá do seu resort, que tá pago. Tou a fim de dar uma jogadinha essa semana.

Fecha com o ministro já no resort, à beira da piscina, de bermuda e camisa estampada, agradecendo e pedindo a senha do wi-fi.

— Master_001 — informa Toffoli, em referência ao nome da operação que investiga o escândalo do banco.

É pesado e altamente difamatório, numa linha de baixo nível que Zema vem adotando que lembra muito o modus operandi do maluquete Pablo Marçal. O mais estridente influenciador da extrema direita perdeu rápido seus direitos políticos por ter avacalhado a campanha à prefeitura de São Paulo, em 2024, com seu jogo baixo nível de usar as redes sociais para denegrir adversários sem fundamento.

Zema merece uma devida reação judicial, em que Gilmar Mendes possa utilizar seus direitos de cidadão como qualquer outro para acioná-lo por injúria, difamação e indenização por danos morais, entre outras coisas.

Só que não através do inquérito das mil e uma utilidades, em que os ministros têm se escorado para transferir ao Supremo qualquer acusação contra eles. Como se estivessem sempre agindo em nome da pátria e não de seus interesses pessoais.

É um caso da pessoa física Gilmar Mendes responder e pedir reparação, como o já fez em outros casos em que se julgou ofendido.

E Romeu Zema precisa ser responsabilizado, enquanto não parar com essas bobagens e ficar pior que Marçal.

Dobrando a aposta

— Esse processo é político. Se querem me intimidar, estão conseguindo o contrário — reagiu Romeu Zema no mesmo dia.

— Me sinto mais indignado, mais inconformado e com ainda mais energia para criticá-los.

Na parte mais política, disse que:

— Ministros do STF que deveriam viver com comedimento optaram por ser midiáticos e ávidos por holofotes. Como qualquer outra figura pública, portanto, podem ser criticados.

Na mais fundamentada, sobre o vídeo/charge que gerou a pendenga, de bonecos de Gilmar e Toffoli negociando uma decisão favorável ao segundo, emendou:

— A critica com humor, como a do meu vídeo sobre o STF, faz parte da vida em uma democracia. O humor faz parte desde que o mundo é mundo. Eu fui governador de Minas Gerais por quase oito anos. Me criticaram, fizeram charges, caricaturas. Isso é natural em uma democracia. Se os ministros do STF querem mudar isso, vão ter que prender o Brasil inteiro. Não vão conseguir.

Na mais dura e perigosa para sua segurança jurídica, por ter generalizado, mandou o que está na foto do post:

— O Supremo é um balcão de negócios.

Alexandre de Moraes preferiu ouvir a PGR antes de decidir pela inclusão do inquérito, de forma um tanto quanto cuidadosa, fora de seus padrões autocráticos.

Pode ser que, por enquanto, até onde se percebe, Suas Excelências estejam calculando os passos para enfrentar o enfezamento do mineiro cada vez mais bolsonarista.

Arquivado em: POLÍTICA

Sobre Ramiro Batista

Sou escritor e jornalista formado em Letras e Literatura, Comunicação e Marketing, experiente em escrever, editar, publicar, engajar e promover pessoas e ideias. Compartilho tudo o que sei sobre o uso de ferramentas de comunicação para conquistar e manter poder.

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