A proposta de investigar o favorecimento à prostituição no universo do banqueiro e como isso pode expor a rede de beneficiados no mundo político e jurídico.

Bastante empenhada em criar fatos para a Comissão da Mulher que preside na Câmara dos Deputados, Erika Hilton poderia entrar no escândalo Master pela porta da frente.
Convocar uma ou algumas das 300 mulheres que Daniel Vorcaro admitiu ter importado de Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela — além de algumas nativas — para agradar o universo masculino que lhe interessava em festas de arromba.
A prostituição é um direito da mulher e consentida em acordo voluntário de adultos, mas é crime de quem a explora e favorece, o rufianismo, previsto no artigo 230 do código penal. E para quem dele se beneficia, curtindo a festa, no caso, sabendo da natureza da exploração criminosa.
A partir do depoimento delas, a comissão poderia chegar a uma fila de interessados ou envolvidos na máquina azeitada de cooptação internacional do banqueiro. Ao mesmo tempo, prestaria um serviço de investigação mais amplo e eficiente do que o penoso processo de delação que o mundo político, jurídico e jornalístico aguarda com apreensão.
A ideia não é minha, mas da advogada e deputada do PP de São Paulo, Janaína Paschoal, que recomenda ir atrás de pilotos, motoristas, porteiros, garçons e camareiros, essa gente que tantos serviços já prestou a escândalos nacionais, no caso de não ser possível chegar aos, digamos, “beneficiados”.
Por — acrescento — alguma liminar do STF que lhes garanta o direito de não comparecer ou ficar em silêncio.
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