Relatos expõem como a cúpula do STF monitora o Senado usando inquéritos como moeda de troca por que Romeu Zema vira alvo de manobras para ser acuado.

É bem assustadora a reportagem de Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, em O Globo de ontem, sobre o método da banca liderada por Gilmar Mendes no STF para controlar o jogo político em Brasília.
Com base em depoimentos de pelo menos quatro fontes influentes dentro do Supremo, os jornalistas garantem que esse “centrão do STF” — com pelo menos Gilmar, Moraes, Dino e Toffoli — joga pesado para manter o Senado acuado.
Para isso, chegam a utilizar como moeda de troca e ameaças veladas os processos em tramitação contra parlamentares no Supremo.
— Por dominar o jogo em Brasília entenda-se monitorar de perto os movimentos internos do Senado por intermédio de parlamentares que os municiam de informações e mandam os recados que eles precisam fazer chegar aos gabinetes. Parte do “jogo” dos ministros são as listas de parlamentares com inquéritos ou investigações nos gabinetes de cada um.
Romeu Zema e Alessandro Vieira estariam na linha de tiro porque não têm processos na Corte. Para os métodos do grupo, seus adversários têm que ter um processo com que possam ser acuados ou passar a ter.
— Como esses dois não têm processos, não há como desengavetar algo — disse uma das fontes dela, que tem interlocução direta com o grupo. — Então, eles estão tentando dar um jeito de criar uma situação.
A julgar pelo que diz a jornalista mais bem informada sobre o STF e seu parceiro de reportagem, é de se esperar o pior para Romeu Zema. E, quem sabe, até para os dois jornalistas.
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