Entenda a articulação interna para barrar a candidatura presidencial do governador mineiro e como o partido se divide entre o pragmatismo e a pureza ideológica.

Há um grupo relevante dentro dentro do partido Novo para evitar a candidatura de Romeu Zema, como informa Thiago Prado da coluna Jogo Político, de O Globo.
À frente o ex-procurador Deltan Dallagnol, favorito ao Senado pelo Paraná, em aliança com candidato do PL a governador e antigo companheiro de dobradinha na Lava Jato, Sergio Moro.
Eleito pelo Podemos, que deixou depois de cassado, em 2023, criou um instituto para formar lideranças e ajudar a expandir o o partido nacionalmente, como é a estratégia de Zema com sua candidatura.
Mas a estratégia parece ter mudado com a dificuldade, segundo informa a coluna, de a candidatura crescer sem delimitar a suas diferenças com a de Flávio Bolsonaro.
O que implica em apontar os defeitos do líder das pesquisas pela direita e fortalecer a esquerda — um discurso recorrente do ex-procurador desde que abandonou a carreira jurídica e passou a defender um projeto de direita nacional.
— É justamente esse ponto que anda incomodando o time de estrategistas de Zema nos últimos tempos — informa O Globo. — Eles querem liberação para atacar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não são autorizados.
Vai, de novo, comprometer o futuro do partido, que teve 2,5% dos votos nacionais na eleição de 2018, com João Amoêdo, e 0,47% com o Luiz Felipe D´Avilla em 2022. Que contava com Zema para sair da irrelevância.
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