Os bastidores da articulação que coloca o ministro da Educação como sucessor de Lula para conter a alta rejeição do petista e frear o avanço da direita.

Lula circulou com o ex-ministro da Educação Camilo Santana pelo Ceará e deu entrevista dizendo que ele precisa voltar ao Senado para andar pelo país e levar a mensagem do PT.
Deu sintoma á especulação de que ele pode vir a ser seu sucessor ainda na cédula eleitoral de outubro, e ares de credibilidade à matéria da revista Veja desta semana sobre movimentações no Palácio e dentro do partido nesse sentido.
Em debate no canal da revista, o bem informado Robson Bonin diz que o assunto não é mais tabu entre assessores palacianos e líderes petistas, desde pelo menos dezembro, quando se encomendou uma pesquisa interna para saber quem seria o sucessor ideal.
O bem avaliado ministro da Educação e político muito influente no Ceará teria preferência sobre Fernando Haddad, hoje herdeiro mais visível dos votos de Lula. Não só por ser do Nordeste, por onde estende sua influência, como é mais agressivo em campanha que o modesto professor já enganchado na campanha de São Paulo.
Cresce um consenso interno de que Lula tem grandes dificuldades eleitorais, não pelas qualidades do adversário, Flávio Bolsonaro, mas por sua alta rejeição, com ares de incontornável.
À parte de que seria muito ruim para o petista concluir sua biografia com uma derrota para um filho de Bolsonaro, avaliam o risco de um segundo mandato melancólico, em caso de vitória.
O que se diz à boca pequena é que ele — aos 80 anos e 84 ao terminar o próximo — já age como se nada mais tivesse a fazer. Fim de carreira, digamos.
(Durmo ainda com minha tese de que Geraldo Alckmin seria uma grande tacada, uma solução menos difícil que qualquer petista para virar o jogo com a direita. Mas quando é que o PT deixaria?)
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