• Skip to main content
  • Pular para sidebar primária
  • Pular Rodapé

Ramiro Batista

Literatura, Mídia e Política

  • MEUS ARTIGOS
    • LITERATURA
    • MÍDIA
    • POLÍTICA
  • MAIS LIDOS
  • MEUS LIVROS
  • ESTE SITE

Justiça passa a régua e faz a festa em dia de Carmen, Valério e Cunha

13 de setembro de 2016 por Ramiro Batista 1 comentário

Justiça passa a régua e faz a festa em dia de Carmen, Valério e Cunha
Posse de Carmen Lúcia foi como missa em reverência a novo tempo da Justiça (Fotos Secom/STF e Agência Brasil)

Quis o destino que três eventos, numa mesma segunda-feira, fechassem um ciclo e celebrassem para a opinião pública o melhor momento do sistema judiciário brasileiro:

  1. A posse de Carmen Lúcia na presidência do STF, depois da controversa gestão de Ricardo Lewandovski com seus malabarismos para manter boa vizinhança com o Palácio do Planalto e o Congresso, acena para um tempo de equidistância dos políticos.
  2. O depoimento de Marcos Valério ao juiz Sérgio Moro engrossa em algumas páginas o processo que o Ministério Público vem recheando para colocar o ex-presidente Lula no topo da linha de comando dos dois últimos maiores escândalos, o Mensalão e o Petrolão.
  3. A cassação de Eduardo Cunha, por um acachapante placar de 450 a 10, fecha a conta da classe política com os dois polos de poder que a colocaram no olho do furacão — Cunha e o lulopetismo — e limpa a área para se começar a discutir reformas e projetos para o país.

São como três momentos de expiação da alma nacional que se deve ao protagonismo do Judiciário.

Esse poder impenetrável, que sempre passou ao largo das críticas que abateram seus contrapesos — Executivo e Legislativo —, passa por seu furacão particular em que pouca coisa deve ficar de pé.

Dele, começam a emergir suas misérias e virtudes: a lentidão, o corporativismo, a onipotência, a falta de transparência e também seu poder fogo quando funciona. Por obra e graça de um único jovem juiz de Curitiba que seus males diversos ainda não havia alcançado.

A posse de Carmen Lúcia foi como uma missa de reverência a esse tempo, de coragem para dizer o que é preciso e de expectativa de dias melhores. Religiosa, disciplinada, austera como monge e discreta como mineiro, ouvinte e leitora de clássicos, tem um passado de decisões duras, coerentes com sua vida espartana e de inquietação com o bolor dos processos nas prateleiras atulhadas do poder.

—E há de se reconhecer que o cidadão não há de estar satisfeito, hoje, com o Poder Judiciário — disse em seu discurso. — O juiz também não está. Para que o Judiciário nacional atenda como há de atender à legítima expectativa do brasileiro, não basta mais uma vez reformá-lo. Faz-se urgente transformá-lo.

Ao que o decano Celso de Mello completou, lembrando Ulysses Guimarães ao promulgar a Constituição de 88, para recolocar a tarefa espinhosa que há pela frente:

— Não roubar, não deixar roubar, colocar na cadeia quem rouba. Eis o primeiro mandamento da República.

É um novo tempo. É uma nova ordem. E uma nova precaução.

Como há tivemos momentos semelhantes em que o país parecia enfim que iria mudar, e não mudou, é preciso aguardar.

Posts relacionados

  • Todos os ministros jogam e Justiça fica por último no STF Futebol ClubeTodos os ministros jogam e Justiça fica por último no STF Futebol Clube
  • Prova de tratamento precoce é segunda bala de prata da CPI em BolsonaroProva de tratamento precoce é segunda bala de prata da CPI em Bolsonaro
  • Impeachment de Moraes expõe problemas do inquérito das fake newsImpeachment de Moraes expõe problemas do inquérito das fake news
  • Algoz de Bolsonaro, STF também comete excessos inconstitucionaisAlgoz de Bolsonaro, STF também comete excessos inconstitucionais
  • Bolsona escolhe pior das alternativas para calar denúncias sobre CovaxinBolsona escolhe pior das alternativas para calar denúncias sobre Covaxin
  • Desespero de Bolsonaro pode ter relação com compra suspeita de vacinaDesespero de Bolsonaro pode ter relação com compra suspeita de vacina

Arquivado em: POLÍTICA Marcados com as tags: escândalos políticos, políticos e candidatos

Sobre Ramiro Batista

Sou escritor e jornalista formado em Letras e Literatura, Comunicação e Marketing, experiente em escrever, editar, publicar, engajar e promover pessoas e ideias. Compartilho tudo o que sei sobre o uso de ferramentas de comunicação para conquistar e manter poder.

Reader Interactions

Comentários

  1. Aldair José Malveira Costa diz

    13 de setembro de 2016 em 14:32

    Minista Carmem Lúcia,

    Como mineiro de Montes Claros, sua terra natal, orgulhamos muito por assumir a presidência da suprema corte, o STF e o CNJ. Conhecemos um pouco da sua austeridade, competência, firmeza nas suas convicções. Sabemos que haverá mudanças como bem disse o Ministro Marco Aurélio, ao citar o Deputado Ulisses Guimarães. Desejamos que Deus a ilumine e que dê muita sabedoria, pois, a tarefa é árdua, e os lobos, certamente, atravessarão o seu caminho. Parabéns Ministra, Montes Claros se enche de orgulho.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sidebar primária

MAIS LIDOS

VEJA ARTIGOS DESDE 2010

VEJA MAIS POSTS EM:

 Facebook Twitter LinkedIn Instagram

Footer

  • ESTE SITE
  • POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • MAIS LIDOS
  • MEU CONTATO

Copyright @ 2010-2020 - Ramiro Batista.