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Plano de fuga de Lula começa a fazer sentido

20 de outubro de 2016 por Ramiro Batista 7 Comentários

Plano de fuga de Lula começa a fazer sentido
Dos réus da Lava Jato, Lula é o único que tem para onde ir (Foto Instituto Lula)

O site O Antagonista, que antecipou boa parte dos furos da Lava Jato e cavou boas fontes na Polícia Federal, levantou hoje a hipótese de que Lula poderia estar voltando a articular um plano de fuga para escapar da prisão, a cada dia mais plausível.

Baseia-se numa foto que o maior dos sites de notícias do país, Uol, publicou na seção de esportes sem dar maior importância: a de Luiz Cláudio Lula da Silva discutindo sua contratação com dirigentes do Juventud de Las Piedras, do Uruguai, como parte dos preparativos para se instalar com a família no país de José Mujica, com quem o pai tem fortes relações.

Luiz Cláudio é dono da empresa de marketing esportivo investigada na operação Zelotes, suspeita de prestar serviços inexistentes para um amigo do pai, Mauro Marcondes, acusado de vender medidas provisórias para a indústria automobilística.

O filho estaria preparando terreno para entrada do resto da família, no curso de uma operação de aproximação que começou há mais tempo através de um companheiro de charuto de Lula, Jorge Ramzek, funcionário de muitos anos da usina de Itaipu.

O Antagonista já havia levantado a hipótese no início de março, logo após a condução coercitiva de Lula pela Polícia Federal, e ironizado como mirabolante o plano relevado em ampla matéria da Veja, capa de 30 de março.

A revista trazia indícios bastante circunstanciados de que, após desconsiderar as hipóteses de se refugiar na Venezuela, em Cuba ou na França, um grupo de assessores e conselheiros operava um pedido de asilo à Itália, segunda nacionalidade de Marisa Letícia, extensiva a seus filhos.

Gestões teriam sido feitas junto ao embaixador Rafaelle Trombetta e ao mesmo tempo com o mundo político. Envolvia o ex-ministro que tentava fazer pontes de Lula com o STF, Nelson Jobim, o ex-advogado do PT Sigmarina Seixas e o hoje ministro de Temer, Moreira Franco. Este, por sua vez, teria se reunido com Fernando Henrique Cardoso. A ideia era que, uma vez asilado na Embaixada, seria preciso que o Congresso aprovasse um salvo conduto.

Contribuiu para as especulações de Veja, ridicularizadas nas redações, de norte a sul, a convocação de todos os embaixadores ao Palácio do Planalto, pela então presidente Dilma Rousseff, para uma solenidade destinada a vender para o exterior a ideia de que estava em curso um golpe no país. Era parte do quadro de perseguição política em que se pretendia emoldurar o ex-presidente e desse munição a um pedido de asilo.

A coisa esfriou depois que o relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, irritado com o vazamento do áudio das conversas de Lula por Sérgio Moro, na véspera de sua posse como ministro da Justiça, avocou os processos para Brasília.

Delação e divulgação

Olhando em retrospectiva, tudo somado, começa a fazer sentido. Não tanto pelo plano e as insinuações, mas pelo agravamento do quadro a alguns decibéis de potência em relação a março.

A prisão do ex-todo poderoso Eduardo Cunha apenas uma semana depois que  Zavascki mandou seu processo para Curitiba, ao fim de seu foro privilegiado, mostrou que Sérgio Moro tem pressa e fecha todo todos os cercos. Mais sintomáticos são os arranjos finais para divulgação da delação da Odebrecht e a possível delação de Antônio Palloci, o intermediário de Lula com a empreiteira que, segundo já se sabe, mantinha uma planilha exclusiva para a contabilidade dos recursos destinados ao ex-presidente.

Só não acho que o Uruguai faça sentido. Ao contrário do que farejou Cláudio Dantas, de O Antagonista, a exibição de Luiz Cláudio é tudo o contrário de quem está planejando uma fuga secreta. Pode ser, na melhor das hipóteses, uma dissimulação para algum outro plano real, para outro país.

Também sentido por se tratar do único réu da Lava Jato que tem para onde ir. Um asilo político em uns dos tantos países em que ele cativou amizades e negócios seria respeitado, ou tolerado, como o foi o do ex-primeiro ministro da Itália, Bettino Craxi, o equivalente de Lula na Operação Mãos Limpas em que Sérgio Moro se inspira.

>>> Leia meu artigo: Sérgio Moro saca o holofote e abate um líder e um sistema

Não duvido e, se for, vai definhar fora do país a que se devotou, apesar de seus equívocos, como Juscelino Kubitscheck e João Goulart. Darcy Ribeiro dizia em seu tom dramático que viu Goulart morrer de tristeza no exílio.

Mas eu, no lugar dele, na iminência de ser encarcerado por sabe-se lá quanto tempo, tendo para onde ir, iria.

Arquivado em: POLÍTICA Marcados com as tags: políticos e candidatos

Sobre Ramiro Batista

Sou escritor e jornalista formado em Letras e Literatura, Comunicação e Marketing, experiente em escrever, editar, publicar, engajar e promover pessoas e ideias. Compartilho tudo o que sei sobre o uso de ferramentas de comunicação para conquistar e manter poder.

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Comentários

  1. Oriel Teixeira da SIlva diz

    30 de outubro de 2016 em 11:48

    Acho que a “JARARACA” foi “picada” no rabo e vai ser vítima da própria peçonha.

  2. ALTEMAR ESTEVES MACEDO diz

    21 de outubro de 2016 em 08:42

    Para nos ver livres da nefasta e odiosa ação do PT e seu líder mor, aceitamos a fuga do Sr. Lula, tendo como punição passar seus últimos dias longe de sua gente e seu país.

  3. Vanderley Brandão diz

    20 de outubro de 2016 em 15:21

    Não vejo a hora de ver este safado na cadeia. Prendendo o chefe da quadrilha, quem sabe os roubos diminuem?

  4. Flavio diz

    20 de outubro de 2016 em 14:07

    E ainda existem tolos que defendem quem o roubou e ajudou a colocar o Brasil no fosso onde se encontra. Pobre dos Brasileiros que não conseguem (ou não querem) enxergar que seu “ídolo” não passa de um canalha. Antes diziam que o Juiz Moro perseguia o PT, agora com a prisão do Cunha terão que refazer seu discurso, com a mesma cara de pau que já fizeram tantas outras vezes…. E os tolos seguem acreditando.

  5. Douglas diz

    20 de outubro de 2016 em 13:49

    Sério, quando leio esse tipo de reportagem me bate uma nostalgia dos bons tempos desse jornal. Pobre Estado de Minas….outrora uma referência de jornalismo. E olha que não gosto do político mencionado.

  6. Dirlo Milsan diz

    20 de outubro de 2016 em 11:15

    O autor cita fatos dos quais não se pode citar fontes, por não existirem, como é feito pela revista por ele citada, que vive sendo desmentida.

  7. Melão diz

    20 de outubro de 2016 em 10:40

    É, parece que a única ressalva que conseguem fazer sobre seu artigo é a questão da operação de Itaipu.O conteúdo principal,ou seja,. as venturas e desventuras do nosso ex-herói junto com seu maquiavelismo,ao que parece,não teria nenhuma importância.

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