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Da arte da perfumaria nas ações de comunicação de governo

19 de março de 2015 por Ramiro Batista Deixe um comentário

Reprodução NBR

O governo vive o que a imprensa chama de Tempestade Perfeita. Há pelo menos sete focos de preocupação desgastando e tomando seu tempo, que não há estratégia de comunicação que dê jeito:

  1. Revelações da Lavajato
  2. CPI da Petrobras
  3. Má relação com o Congresso
  4. Recessão
  5. Medidas impopulares de Joaquim Levy
  6. Manifestações de rua
  7. Desaprovação de 62% da população, segundo o Datafolha, a maior desde Collor.

O pacote anti-corrupção que o governo anunciou como resposta a esse quadro, agravado com as manifestações de massa do domingo, é um tipo de perfumaria para algum efeito midiático, de pouco resultado quando se deixou a corda apertar demais o pescoço.

Entre elas:

  • as campanhas de racionamento de água que os governos estaduais anunciam para esconder o problema da falta de investimento,
  • a proposta de leis como a que proíbe celulares em bancos para camuflar a dificuldade de resolver o problema da segurança, ou
  • a promessa de instalação de ponto eletrônico para coibir que deputados sejam apanhados batendo ponto para os colegas, ao invés de cassá-los.

A maioria das propostas de agilização da punição de corruptos já está contemplada na legislação penal. Caixa 2, por exemplo, é crime bravo que se resolve com cadeia.

O que funciona de fato é fazer a lei valer, a Justiça andar e o governo não atrapalhar.

— Não roubar, não deixar roubar, mandar prender quem rouba — como disse o venerando Ulysses Guimarães na promulgação de nossa Constituição.

Muito menos fazer gestões junto ao Judiciário para protelar o julgamento ou junto ao Congresso para inviabilizar CPIs.

No caso mais imediato do governo Dilma Rousseff, o que funciona é o que ela já vem fazendo: ajustar seu relacionamento com o Congresso para aprovar o que precisa e tocar a bola pra frente.

O que vai redundar em reforma ministerial, recomposição do quórum do Supremo (falta nomear 1), aprovação no Congresso das reformas de arrocho e, até quem sabe, das propostas de sua perfumaria.

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Arquivado em: MÍDIA Marcados com as tags: escândalos políticos, escrever jornalismo, ética jornalística, políticos e candidatos, profissão de jornalista, relacionamento com imprensa

Sobre Ramiro Batista

Sou escritor e jornalista formado em Letras e Literatura, Comunicação e Marketing, experiente em escrever, editar, publicar, engajar e promover pessoas e ideias. Compartilho tudo o que sei sobre o uso de ferramentas de comunicação para conquistar e manter poder.

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