• Skip to main content
  • Pular para sidebar primária
  • Pular Rodapé

Ramiro Batista

Literatura, Mídia e Política

  • MEUS ARTIGOS
    • LITERATURA
    • MÍDIA
    • POLÍTICA
  • MAIS LIDOS
  • MEUS LIVROS
  • ESTE SITE

Escritas por mulheres, princesas da Disney dispensam os príncipes e cantam mais

16 de janeiro de 2014 por Ramiro Batista Deixe um comentário

A princesa Anna é que salva a irmã Elza e os homens ficam à deriva
A princesa Anna é que salva a irmã Elza e não precisam de príncipe

Desde A Bela e a Fera, de 1991, que as princesas Disney vêm ficando cada vez mais independentes e tornando seus príncipes cada vez mais irrelevantes.

O melhor ponto da curva foi a Rapunzel de Enrolados (Tangled), de 2010, de frigideira em punho e cabelo de mil e uma utilidades para salvar o príncipe bobão. E o mais alto a Merida de Valente (Brave), de 2012, que resolve ela mesma escolher numa prova de arco e flecha o seu príncipe – e não o contrário.

Em Frozen, elas praticamente os dispensam. História de duas princesas separadas na infância que se amam, está quase para um amor lésbico, não fossem irmãs – a rainha obrigada a se enclausurar e a jovem destemida que vai tentar salvá-la. Anotem: não é o príncipe que vai salvá-la, mas outra mulher, numa relação de confiança e cumplicidade que deixam os homens em cena quase sempre à deriva.

Rapunzel, frigideira em punho, é que salvava o príncipe
Rapunzel, frigideira em punho, é que salvava o príncipe

Não deve ser por acaso que esses dois últimos foram escritos por mulheres, Brenda Chapman (Valente) e Jennifer Lee (Frozen). E a se continuar no ritmo, não duvidemos que possamos ter uma princesinha lésbica pela frente.

E Merida é quem disputava o príncipe, e não o contrário
E Merida é quem disputava o príncipe, e não o contrário

Nada contra, mas pode estar aí a explicação para a redução da voltagem aventuresca desses dois últimos espetáculos. Enrolados, escrito por Dan Fogelman, é infinitamente mais eletrizante e cheio de reviravoltas, a melhor mistura da graça de Disney com a tecnologia da Pixar. Além de que os poucos números musicais bem coreografados e nos lugares certos ajudavam a empurrar a história com leveza.

Pode ser que mulheres, que preferem discutir a relação e não lutas de capa e espada, conduzam os desenhos da Disney para romances sem luta física e, talvez e cada vez mais, cheios de canções que, em Frozen, interrompem a ação para explicarem o personagem.

Não sei se para o bem ou para o mal, mas, a julgar por essa cantoria fora de lugar, podem acabar meio chatos.

Posts relacionados

  • Escolha de Sofia ensina a devastação das escolhas políticas sobre o indivíduoSofia mostra a devastação das más escolhas políticas sobre o indivíduo
  • Jornada do herói em Jesus Cristo e Luke SkywalkerO que a jornada de Jesus tem a ver com a de Luke Skywalker e a sua?
  • Dez roteiros de biografias políticas humanasDez roteiros de biografias políticas que humanizam o poder
  • Spotlight tem cheiro de redação contra o escândalo da IgrejaSpotlight tem cheiro de redação contra o escândalo da Igreja
  • Considerado formalmente o melhor dos filmes, Kane tem roteiro de jornalista
  • Sete filmes sobre jornalismo que honram a profissão de jornalista

Arquivado em: LITERATURA Marcados com as tags: escrever roteiro, melhores roteiristas, roteiro de filme

Sobre Ramiro Batista

Sou escritor e jornalista formado em Letras e Literatura, Comunicação e Marketing, experiente em escrever, editar, publicar, engajar e promover pessoas e ideias. Compartilho tudo o que sei sobre o uso de ferramentas de comunicação para conquistar e manter poder.

Reader Interactions

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sidebar primária

MAIS LIDOS

VEJA ARTIGOS DESDE 2010

VEJA MAIS POSTS EM:

 Facebook Twitter LinkedIn Instagram

Footer

  • ESTE SITE
  • POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • MAIS LIDOS
  • MEU CONTATO

Copyright @ 2010-2020 - Ramiro Batista.