Líder nas pesquisas, senador coleciona atritos com a cúpula do Republicanos, adota tom desrespeitoso com o eleitor e é visto com desconfiança por aliados da direita.

O senador Cleitinho deu ao repórter Thiago Prado, de O Globo, e aos aliados que rejeitam sua candidatura ao governo de Minas um grande motivo para não ser levado a sério. Sobre a chance de ser candidato:
— Hoje, onze, amanhã pode ser um — disse, antes de encadear sua preferência por futebol (tem uma coleção de 1.581 camisas de time) e o palavrório da foto, desrespeitoso com o eleitor que o elegeu ao Senado e o coloca na liderança absoluta das pesquisas.
Ele já não é levado a sério por Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro, que investem na aliança com o governador Mateus Simões (PSD) e duvidam da eficiência de seu modo tiktok de fazer política, na campanha eleitoral e, se ganhar — um enorme “se” —, no governo.
Que certamente põem também na conta o argumento principal, exposto na matéria de O Globo: sua absoluta falta de trânsito com a cúpula do próprio partido, o Republicanos, encarregada de indicá-lo.
Atribui palavrões impublicáveis à principal aposta do partido para puxar voto no estado, Eduardo Cunha, além de outros mais contidos ao presidente e ao fundador e líder espiritual do partido, respectivamente, Marcos Pereira e bispo da Igreja Universal, Edir Macedo.
— Ele garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido — diz, sobre Marcos Pereira, para emendar sobre o bispo: — Falso profeta, nem quero me aproximar.
Difícil que, à exceção do eleitor desavisado, também se aproximem dele.
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