Aproximação americana e críticas de Marco Rubio ao governo atual mostram que a direita conservadora terá forte empurrão dos aliados de Trump na disputa pelo Planalto.

Para Donald Trump, America primeiro, America First. Negociante, tenta enquadrar o Brasil para levar melhor vantagem no comércio, na proteção de suas empresas, no combate ao narcotráfico, ao domínio de minerais estratégicos.
Principalmente, retirar o país da rota da China, que vem sendo muito mais competente para atrair aliados mundo afora. As últimas investidas sobre a América Latina têm a ver com tentar recuperar terreno perdido.
Daí que, em tese. tanto faria ter boa aliança com Lula ou com Flávio Bolsonaro. O tapete vermelho para ambos na Casa Branca teria a ver com esse pragmatismo, mais comercial que político, ao modo de um presidente prioritariamente comerciante.
Só que não. Tem lado nessa história.
Alguns sinais de hoje sugerem que o time do presidente americano está mesmo entrando na campanha eleitoral brasileira e do lado previsível, o da direita conservadora com a qual tem mais afinidades.
Postou hoje em sua conta pessoal no Truth a foto que faltava para Flávio Bolsonaro mostrar que foi melhor recebido na Casa Branca do que a anterior, posando de papagaio de pirata ao lado do presidente no Salão Oval: uma reunião com jeito de longa.
(Deve ter mãos de seu estrategista de campanha, Jason Miller, nisso. Foi ele quem certamente convenceu Trump a receber Flávio ao Salão Oval, onde também esteve presente.)
Também hoje, o poderoso secretário de estado Marco Rubio, principal canal do grupo de Flávio junto ao governo americano, carimbou em audiência no Senado de lá que o Brasil não está entre os melhores aliados na América Latina. Imigrante cubano que claramente não gosta de Lula, colocou o Brasil na mesma lista de seus principais, Cuba, Colômbia e Venezuela.
(Deve ter mão do estrategista de campanha trumpista, Jason Miller, nisso.)
Do lado de cá, a reação furibunda e totalmente eleitoral de Lula em Catalão (GO), é grande atestado de que sentiu o golpe, que terá que enfrentar o forte apoio americano a seu adversário nas urnas, aqui. E de que deve estar achando que a aliança para Flávio — a que chamou de traidor da pátria — é um abraço de afogado.
Deixe um comentário