Enquanto as bases de Lula e Flávio Bolsonaro disputam quem teve mais atenção na Casa Branca, o presidente americano fatura politicamente ao posar como árbitro do país.

Donald Trump vive seu pior momento de rejeição nas pesquisas internas dos Estados Unidos, por conta de suas decisões atabalhoadas mundialmente que degringolaram a economia local. Mas é um sucesso absoluto entre as duas metades do Brasil que apoiam Flávio Bolsonaro ou Lula.
Os apoiadores de ambos a-do-ra-ram as últimas visitas à Casa Branca e andam se esgoelando nas redes sociais para dizer quem saiu mais bonito na foto. O debate mais pulsante em todas as rodas virtuais tem sido o de quem ficou mais tempo na audiência e, com isso, obteve mais atenção e elogios do presidente querido.
Metricamente, Lula, com mais de 3 horas entre entrada e saída, parece estar levando a melhor entre seus defensores aguerridos. Mas Flávio, com 1h40, segundo se divulga, teria tido uma conversa mais informal, mais intima e produtiva sobre o que interessa, segundo seus amados.
No fim, quem saiu ganhando politicamente, sem precisar de medição de audiência que comprove, foi de fato o anfitrião.
Trump pôde respirar um pouco entre a rotina estafante de seus tratos de guerra e posar internamente como o presidente hábil e equilibrado entre dois polos, que ficará bem com qualquer dos dois que vier a presidir o principal país do hemisfério sul, no ano que vem.
O maior eleitor do Brasil, em outras palavras. Não é pouco.
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