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Apenas Lula, Flávio e Renan Santos têm militância real, aponta estudo

25 de maio de 2026 por Ramiro Batista Deixe um comentário

Análise aponta que líder do MBL tem base autêntica e resiliente na internet, o que o diferencia de rivais de direita que hoje dependem do voto emprestado dos Bolsonaro.

Somente Lula, Flávio Bolsonaro e — olha só — Renan Santos têm militância própria, segundo abordagem muito interessante dos fundadores da Palver, Felipe Bailez e Luis Fakhouri, a partir de levantamento em mais de 100 mil grupos de WhatsApp, entre 6 e 24 de maio:

— Possui identidade própria, vocabulário identificável e propostas concretas, com uma militância jovem, autêntica e aguerrida, não hegemônica, combatido por bolsonaristas e petistas na mesma proporção — escrevem em artigo na Folha de S. Paulo.

É dono da faixa etária de 16 a 24 anos, seu líder absoluto nas simulações de primeiro turno, segundo os levantamentos de outros institutos (36% no AtlasIntel). É o candidato que mais recebe contribuição financeira espontânea pela internet (crowdfunding).

E o que mais o diferencia de seus concorrentes pela terceira posição — ou terceira via — nas pesquisas, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, que têm militância emprestada de Flávio. Dependem do fracasso dele, para tomá-la.

Fundador do MBL e do jovem Missão, Renan tem óbvias dificuldades de um partido em formação, sem dinheiro, capilaridade e tempo de TV. Pessoalmente, enfrenta um teto geracional para sair da bolha, como disse há dias o chefão da atlas, Andrei Roman.

— Quem tem mais de 30 não o leva a sério — disse. E pode levar menos, digo eu, se investir na campanha modelo tik tok da geração que o apóia.

Mas, se Flávio se mantiver no páreo, não é o fim dele e de seu projeto, como será dos candidatos que dependem de militância alheia, como Caiado e Zema. Como bem lembra os fundadores da empresa, é a militância que sustenta o político através do tempo e de suas adversidades.

A militância segurou e ressuscitou Lula durante e depois de seus tropeços, desde o inferno astral em que foi descendo depois que saiu do governo em 2010. É a dos bolsonaros que segura na mão de Flávio, depois dos problemas do seu pai, por muita estrada por percorrer.

Arquivado em: POLÍTICA

Sobre Ramiro Batista

Sou escritor e jornalista formado em Letras e Literatura, Comunicação e Marketing, experiente em escrever, editar, publicar, engajar e promover pessoas e ideias. Compartilho tudo o que sei sobre o uso de ferramentas de comunicação para conquistar e manter poder.

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