Denúncia de pedido milionário a Daniel Vorcaro para financiar filme sobre o pai joga sangue na água e tira o discurso anticorrupção do candidato ao Planalto.

Difícil saber o que é pior para Flávio Bolsonaro nessa denúncia de que pediu R$ 24 milhões de dólares (R$ 134 milhões) a Daniel Vorcaro para patrocinar o filme heróico sobre o pai.
Há 7 estragos, pela ordem ou simultâneos:
1. Jogou sangue na água que o PT e a campanha de Lula andavam procurando para sujar seu nome nas pesquisas e na cédula eleitoral.
2. Deu material difícil de esconder, mascarar ou desculpar a seus concorrentes dentro da própria direita. Zema — mais duro — e Ronaldo Caiado já cuidaram de cutucá-lo para tirar proveito da crise.
3. Não pode mais usar a corrupção do banco Master como alavanca eleitoral contra o governo, ministros do STF e outros adversários menos votados.
4. Não pode sequer usar o argumento de que o dono do Master era um sujeito ilibado quando pediu o dinheiro, porque é o mesmo utilizado por Alexandre de Moraes. Até na bolada (R$ 134 milhões), bem próxima dos $ 129 milhões prometidos à mulher do ministro.
5. Está enrolado numa denúncia séria de propaganda eleitoral fora de época e sem registro, com dinheiro de corrupção internacional. Já se sabe que o dinheiro voou para um paraíso fiscal e aterrisou na produção do filme, para garantir sua estreia a 3 semanas da eleição.
6. Sua associação com Vorcaro está se configurando não como um simples patrocínio de um filme privado por um banco idem, sem uso ou contrapartida de dinheiro público, como vem explicando. Mas de uma corrupção eleitoral séria, com dinheiro estrangeiro internalizado.
7. Desmoralizou de vez o filme que pretendia transformar seu pai num herói. Vai virar prova, símbolo e reflexo em cada cartaz nos cinemas do seu envolvimento cabuloso com um dos corruptos mais notórias da história recente.
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