Ações como o fim da escala 6×1 e a revogação da taxa das blusinhas dão fôlego ao governo, que começa a acertar a mão no marketing e tenta conter o avanço da direita.

O noticiário dos grandes da mídia está cheio de manchetes favoráveis a Lula, depois de uma sequência de fatos positivos do governo, criados, provocados ou bem explorados pela máquina de propaganda de Sidônio Palmeira.
Só nos últimos dias, faturou bem a negociação das dívidas das famílias (Desenrola), a possibilidade de aumentar o descanso do trabalhador para 2 dias semanais (fim da escala 6×1) e a certa importância que Trump deu a ele e ao país no encontro em Washington.
Só na tarde desta quinta, provocou outros dois grandes impactos: um enfim robusto plano de segurança pública e a revogação da “taxa das blusinhas”, que havia jogado os milhões de compradores de bugigangas chinesas contra o governo.
Pode-se aguardar uma ligeira aquecida nos números de Lula nas próximas pesquisas, estagnados desde o início do ano, em caminho inverso aos de Flávio Bolsonaro.
Não só porque tradicionalmente os candidatos no cargo crescem na campanha, favorecidos pela cobertura 24 horas da grande mídia até de seus espirros. Mas porque, pelo que parece, Sidônio começou a acertar a mão.
O velho marketing de criar bons fatos, contando com a repercussão gratuita da imprensa tradicional, ainda funciona e compensa a presença desfavorável da esquerda nas mídias sociais.
Lula que agora defende revogação da taxadas blusinhas
Nada como um dia depois do outro, uma taxa de blusinha antes ou depois e um desespero eleitoral no meio. Ou, como se dizia muito em Hollywood: ninguém nunca perdeu dinheiro por subestimar a inteligência da plateia.
Como Lula e seus apoiadores, agora culpando o congresso e o lobby dos empresários pelo “erro” de taxar a importação das “blusinhas”, que apoiaram quando o desespero era o da sanha arrecadatória de Fernando Haddad.
Agora mais afinado com Sidõnio Palmeira e Janja (que sempre foi contra), quando os números das pesquisas ameaçam cair abaixo da bainha, ele rifa o eleitorado que tentou cativar para fazer as pazes com o que contrariou.
É um cálculo atrasado. Tenta se reconciliar com a base da pirâmide que compra bugiganga chinesa, seu eleitorado de fato. Que havia trocado na expectativa do apoio que jamais teria do setor produtivo, os pequenos e médios empreendedores do meio da pirâmide.
A ver se o cálculo meio desesperado não está atrasado demais, para surtir efeito até outubro.
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