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Romeu Zema adota agenda de Milei para sacudir a economia do Brasil

1 de abril de 2026 por Ramiro Batista Deixe um comentário

Com propostas de privatização radical e flexibilização do trabalho, o governador de Minas Gerais se credencia como a verdadeira terceira via contra o lulismo e o clã Bolsonaro.

Romeu Zema é o mais próximo que o brasileiro pode almejar de um Javier Milei tupiniquiim para dar uma sacudida no país, nos moldes que o maluco beleza fez na Argentina.

Nesta semana, seu consultor econômico Carlos da Costa — não por acaso um discípulo secretário de Paulo Guedes no Ministério de Bolsonaro — antecipou à Fábio Zanini da Folha de S. Paulo três de suas principais medidas, de dar dar calafrio na esquerda e mesmo na direita envergonhada:

  1. salário por hora trabalhada, sem limite de quantas horas ao dia e qualquer oneração na folha de pagamentos do empresário,
  2. privatização radical até das chamadas “jóias da coroa”, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal,
  3. reforma permanente da Previdência, para que o número de contribuintes sejam ampliados e adequados a cada déficit.

São as principais — como redução radical de Ministérios — para reduzir o chamado “custo Brasil” e “libertar o trabalhador do governo”, que lhe come a maior parte dos ganhos em impostos e atravanca a produtividade das empresas com inchaço da máquina e regulação excessiva.

Numa variação do que prometia Paulo Guedes, de “tirar Brasília das costas do Brasil”, como entoa de forma muito parecida o economista:

  1. Hoje o governo fica com grande parte do que o trabalhador produz. Cada vez mais o brasileiro é empurrado para a informalidade. No pagamento por hora, cada um trabalha o quanto bem entender.
  2. As empresas têm dificuldade de empregar mão de obra qualificada, o custo do capital é exorbitante, a infraestrutura é cada vez pior. Empreender ficou muito difícil.
  3. A gente tem um mantra: fazer o brasileiro prosperar e o dinheiro voltar a valer. O brasileiro está trabalhando, mas não prospera, não está conseguindo investir. As despesas não estão cabendo no bolso.

Se Zema não alterar o plano até o dia prometido de seu lançamento (16 de abril) e não fazer concessões à patrulha ideológica progressista que vai fulminá-lo — à esquerda e mesmo entre a direita liberal —, no decorrer da campanha, poderá se credenciar como a verdadeira terceira via. 

A que é de radicalmente diferente, estrutural e filosoficamente do que pensa os dois candidatos polarizados, Flávio Bolsonaro e Lula. Aliás, de qualquer dos demais colocados na disputa. Bem motossera de Milei.

Arquivado em: POLÍTICA

Sobre Ramiro Batista

Sou escritor e jornalista formado em Letras e Literatura, Comunicação e Marketing, experiente em escrever, editar, publicar, engajar e promover pessoas e ideias. Compartilho tudo o que sei sobre o uso de ferramentas de comunicação para conquistar e manter poder.

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