Denúncias sobre o uso de jatinhos particulares revelam gastos incompatíveis com o salário de ministro, levantando questionamentos sobre os contratos da família com o setor privado.

Se fosse pagar com o próprio salário por um dos 8 voos que teria feito em jatinhos da empresa de táxi aéreo de Daniel Vorcaro, segundo as últimas denúncias, Alexandre Moraes teria que trabalhar de 3 a 8 meses, conforme o modelo.
O Estadão apurou os valores dos jatos por trecho utilizado, de Brasília a São Paulo. Vão de R$ 106 mil a R$ 136 mil o mais barato (modelo Phenon 300 da Embraer) a R$ 290 mil o mais caro (Legacy).
Minha conta considera um salário líquido de R$ 35 mil (com os descontos do teto de R$ 46 ml), sem penduricalhos. O jornal não faz essa conta e essa comparação.
O valor é razoável se pago por um escritório de contratos milionários como o da esposa Viviane, contratada pelo mesmo Vorcaro por R$ 3,6 milhões mensais — 12 viagens de Legacy. Ela admitiu em nota oficial que contrata táxis aéreos do tipo, de diferentes empresas.
Me impressionou, porém, o nível a que chegou a família de um funcionário público exemplar em suas exigências de luxo e conforto.
A ponto de dispender o preço de um carro de luxo por uma viagem de 1h45m, que poderia ser feita em um dos vários voos diários de avião de carreira ou o da FAB, que serve ao ministro.
É para quem chegou a um outro patamar de poder, estranho a qualquer carreira de servidor público.
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