Pesquisa Quaest aponta Tarcísio de Freitas consolidado no governo, enquanto a alta rejeição do ministro Haddad ameaça a estratégia eleitoral do PT no maior estado do país.

Tarcísio de Freitas tem 17% a mais do que Fernando Haddad nas simulações de segundo turno — e 12% nas de primeiro turno — na pesquisa Quaest publicada nesta quarta-feira.
Não é um desempenho ruim para quem está chegando por lá agora, que mostra a força de Lula. Mas é preocupante ao se levar em conta a rejeição de 58%, 20% a mais do que Tarcísio. O que também mostra força, só que da rejeição de Lula.
Mais dramático para o lulopetismo, é que Tarcísio tem 54% de aprovação e 48% (quase metade do eleitorado) dos votos consolidados, quando o eleitor diz que já está decidido e que não mudará de voto.
Tem pouco a buscar para passar da metade mais um. Sem contar que arrasta no segundo turno a maior parte dos votos dos demais candidatos da direita, como Kim Katraguiri. Como Lula, Haddad está só.
Se perder por muito, Haddad pode colocar em risco a estratégia lulista de perder por pouco em São Paulo — onde a vitória de Tarcísio é favas contadas — para não invalidar a larga diferença a seu favor no Nordeste, tradicionalmente determinante para suas vitórias.
Lula vai ficar dependendo de outra parte da estratégia, de colocar bons puxadores de voto nas candidaturas ao Senado. Seus três aliados — Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França —, estão respectivamente na ponta das pesquisas.
A direita ao Senado — com Guilherme Derrite e Ricardo Salles — ainda está por florescer. O que certamente ocorrerá a partir de que Tarcísio e o bolsonarismo os abracem.
A saber, ao final, quem puxa voto para quem ou de quem, para cima ou para baixo. As prestigiadas Simone e Marina puxam Haddad para cima ou serão puxadas para baixo pela alta rejeição dele e do lulopetismo no estado?
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