Como o preconceito contra fontes da direita levou veículos tradicionais a noticiarem uma extradição que não ocorreu, ignorando alertas de influenciadores bolsonaristas.

É o que dá ouvir só uma fonte, não duvidar dos seus interesses na informação e tratar com preconceito jornalístico as redes da direita.
Parte da grande imprensa — Míriam Leitão puxando o destaque por O Globo — só ouviu a Polícia Federal, que dava certa a deportação de Alexandre Ramagem — solto hoje — da Flórida.
A jornalista se estendia em detalhes sobre o trabalho policial brasileiro, que incluía um oficial de extradição junto à polícia americana, para descobrir foragidos entre imigrantes deportados.
Seu relato parecia antever as imagens de Alexandre Ramagem descendo algemado em Manaus, de um dos boeings de deportação do governo Trump.
Teria evitado a barriga do ano, se tivesse dado uma corrida de olhos no que andavam falando alguns dos principais influenciadores bolsonaristas nos Estados Unidos, como o neto do ex-presidente João Figueiredo, Paulo.
Desde o primeiro momento, sinalizavam — com ampla repercussão na direita aqui dentro — que a prisão por infração de trânsito não era tão grave quanto parecia e que havia alguma possibilidade de influência junto ao Departamento de Estado de Marco Rubio para contorná-la.
(Como se sabe desde a migração de Eduardo Bolsonaro para os Estados Unidos, não convém a um jornalista tratar tal possibilidade como bravata.)
Sites menos votados, como Metrópoles e Poder360, que não têm o mesmo preconceito dos tradicionais — Folha, Estadão, O Globo, etc — tinham dado esse outro lado. E pelo menos deixado dúvida razoável até que a situação se resolvesse e não tivessem que pagar o mico de Miriam.
No resumo rápido, é porque eles ouvem também a direita, mesmo a radical, sem preconceito. Vai que ela tem notícia pra dar, não é não?
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